Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ai de Mim

21
Jun18

O adeus aos peixes

(tudo começou aqui)

 

Os meus peixes faleceram.

O Negrito deixou-nos após 6 semanas cá em casa. Dos 2 era o mais sensível. Foi ele quem me "chamou" na loja dos animais e quando o trouxe para casa revelou-se bastante tímido. Não comia à minha frente, com certeza devido à vergonha pela quase impossível possibilidade de ficar com um floco de comida preso nos dentes.

Aos poucos lá se foi habituando e deve ter chegado à conclusão que eu não lhe ia fazer mal. Ainda assim devo ter feito (ou não feito) alguma coisa porque a sua presença entre nós foi curta - mas será para sempre lembrada.

 

Já o Lima-Limão faleceu ontem. ainda se aguentou bastante tempo sem o seu companheiro, mas o desgosto e o tempo quente não o ajudaram.

Era desinibido e o mais difícil de apanhar com o coador no momento de mudar a água. As suas barbatanas mantiveram-se com vida até ao seu último suspiro (como é que é possível?), se é que me faço entender.

O velório ocorreu pelas 15h de ontem, no WC n.º 1 da casa n.º 2 da Rua do Sobe e Desce no Porto. A minha mãe não aguentou vê-lo inanimado e foi até à cozinha. Eu tive que ser forte pelas duas.

Tudo decorreu conforme os últimos desejos do Lima-Limão e, portante, deixei-o seguir o curso da água da sanita - ele pediu-me uma despedida dramática.

 

Arrumei todos os seus pertences: aquário, comida, "areia" e outros adereços que tinha adquirido para lhes tornar o habitat mais acolhedor, certa que tão cedo não voltarei a ter peixes até recuperar o desaparecimento precoce destes 2.

 

Nota: como é óbvio, este texto é bastante teatral. Mas quero referir que me senti verdadeiramente triste por os peixes terem morrido.

 

Peixes

(estes pincéis do Photoshop foram encontrados aqui)

20
Jun18

Português que é Português "desenm*rda-se"

Certo dia cruzei-me com um vídeo no Youtube em que uma brasileira que está a viver em Portugal (e adora) expõe o que mais a irrita nos portugueses. 

Sendo orgulhosamente portuguesa confesso que o vídeo me fez rir e que tem a sua parte de verdade.

 

A senhora diz que não gosta do frio de Portugal - tal como, provavelmente, eu iria detestar o calor no Brasil -, diz que nunca viu tantos fumadores - também é algo que me irrita porque muitas vezes acabo por fumar o fumo dos outros e não é nada agradável -, não gosta dos alimentos que geralmente são consumidos entre as refeições - realmente somos grandes consumidores de açúcar - e entende que somos um povo preconceituoso - até pode haver uma grande percentagem de pessoas preconceituosas em Portugal, mas é bom referir que apesar disso não somos conflituosos. 

 

Mas há algo que a mulher detesta e que desejo partilhar:

Pessimismo.

Diz a Infopédia que esta palavra significa:

1. tendência para esperar sempre que o pior aconteça
2. tendência para ver sempre o lado negativo das coisas e das pessoas
3. doutrina que afirma que o mundo é mau ou que, na vida, o malprevalece sobre o bem

 

E será que o povo português é mesmo pessimista?

Na minha opinião não somos pessimistas, somos inconformados. Não entendo que achemos que o mundo é mau e que vemos sempre o lado negativo de tudo o que acontece. Na verdade até me parece o contrário: em tempos de crise, com o constante aumento dos produtos do supermercado, as faturas que chegam à caixa do correio sinto que de um modo geral até nos portamos bem.

Podemos não andar a cantar de alegria pela rua, mas somos um povo que se adapta.

Desenmerda-te

 

Até podemos estar a passar mais dificuldades, mas lá nos arranjamos. E como bons inconformados que somos lá vamos tentando a nossa sorte no Euromilhões, no Totoloto ou no Placard.

Português que é Português "desenm*rda-se".

 

PovoPortuguês

 

19
Jun18

Into The Wild

IntoTheWild

 

Estás a ver aquela pessoa que sabe tudo sobre séries televisivas e sobre cinema? Aquela pessoa que sabe o nome dos atores - nem que sejam os mais conhecidos -, que papéis é que fizeram e quantos óscares ganharam?

Eu não sou essa pessoa. Aliás, não tenho mesmo nada a ver com essas pessoas muito cultas nas artes da representação.

Devo explicar que para elaborar este texto tive que pedir ajuda à minha amiga Wiki (aqui e aqui), ao meu conhecido IMDb e também a um site que encontrei alguns factos interessantes sobre o que vos venho falar.

 

Trata-se do único filme que, até à data, me deixou um pouco inquieta.

O filme "Into the Wild" - "O Lado Selvagem", em PT - já foi lançado há uns anos. Como já é tradição, quer o filme quer o livro já se encontravam na minha wishlist desde então.

Só há cerca de 2 anos é que me decidi a ver o filme e durante todo o tempo em que assisti senti-me desconfortável, não por existirem cenas chocantes - porque para mim não o foram - mas por me identificar demasiado com a história.

A mim fascina-me a ideia de pegar nas "trouxas" e fazer-me ao caminho, ir sem destino. É assustador e reconfortante em simultâneo. Não sei se seria capaz de o fazer porque em certas coisas sou muito medricas, mas fico igualmente fascinada e sinto que a minha vontade seria um dia fazer algo semelhante.

 

Quando vi este filme pela 2.ª vez e voltei a sentir-me desconfortável foi quando nomeei este filme como o meu favorito - tive que destronar "Inception" e pedir desculpa ao DiCaprio.

Penso que nem está nada mal escolhido. É o filme que me sinto capaz de voltar a ver uma e outra vez e é o livro que continuo a querer ler.

 

Esta é a história que, apesar do final, transmite o significado e propósito de vida com os quais mais me identifico. É certo que o dinheiro é necessário para que se possa viver com o que se considera essencial, mas não estaremos (todos) a valorizar demasiado o que é material e passageiro e a esquecermos o que realmente é importante? Cada qual com as suas prioridades e nada tenho contra isso, mas seria bom repensar um pouco e analisar de forma fria aquilo em que nos estamos a tornar.

 

IntoTheWild

 (imagem encontrada aqui)

Quem é esta?

foto do autor

arquivo vivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.