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Ai de Mim

28
Fev18

"Isto é um Centro de Saúde"

avontade.png

Há dias em que pessoas desconhecidas me dão duas bofetadas na cara. Não são bofetadas físicas (ai de mim se deixava), mas bofetadas no "psicológico".

Estava eu no Centro de Saúde a aguardar que o médico chamasse pelo meu nome. Ainda demorou um bocado, mas não me incomodei porque sempre que vou para estes sítios, já sei que há uma grande probabilidade de haver atrasos (não por incompetência ou preguiça dos médicos, mas porque somos humanos, e cada doente é um doente).

Estava eu a ler um livro, sentada naquelas cadeiras cor-de-laranja, quando as senhoras que estavam ao meu lado me deram uma bofetada. Fiquei meia abananada! Apetecia-me gritar-lhes "ISTO É UM CENTRO DE SAÚDE". Mas contive-me. Já não presenciava algo do género há algum tempo, talvez porque grande parte da minha vida seja casa-trabalho-casa. 

Não é que ali ao meu lado, aquelas duas almas, também a aguardar uma consulta médica, começam a ouvir música no telemóvel? E colocaram o som bem alto, não fosse alguém acusá-las de egoísmo.

Mas agora é a parte em que vocês dizem: "Ui, estou a adorar este texto e realmente fico curioso/a... Qual era a música?". Deixo-vos o vídeo de uma das 3 músicas que as senhoras partilharam - um dos que levou a senhora-segurança a ir pedir-lhes educadamente que baixassem o som uma vez que estavam ali pessoas doentes.

(Onde é que já se viu... um Centro de Saúde com pessoas doentes. Isto já não é como antigamente.)

Caso queiram, sintam-se também à vontade para partilhar esta bonita melodia. Mas à vontade não é à vontadinha e por favor, não partilhem coisas destas em Centros de Saúde.

 

Obrigada

 

 

27
Fev18

Buzinar Sem Razão

Ora bem, o que vos trago hoje é assunto sério (mesmo muito sério) e que é um pouco difícil de explicar sem desenhos ou gestos. Se chegarmos ao final deste texto e vocês disserem que compreender o que escrevi, vou sentir-me muito satisfeita.

 

Este texto surge porque ontem de manhã, a caminho do trabalho, levei uma buzinadela. Foi uma buzinadela sem razão, a uma segunda-feira de manhã, vejam lá bem a minha sorte! Muitos homens diriam logo, sem ler o resto do texto, que a culpa é minha porque sou mulher e as mulheres conduzem mal. Mas peço-vos um pouco de paciência e já vão perceber como tenho razão.

 

Em causa estão as famosas rotundas. A determinada altura do percurso tenho que passar por uma rotunda composta por 3 faixas de rodagem. Do lado em que vou, tenho duas feixas de rodagem para entrar.

A rotunda é grande e espçosa e eu quero sempre sair na 2ª saída. O código da estrada diz-me que tenho que entrar pela faixa da esquerda (não esquecendo o pisca), ir para a 2ª faixa de rodagem da rotunda (porque quero sair na 2ª saída) e conforme me for aproximando da saída, sinalizo com o pisca para a direita, vejo se não vem nenhum carro e passo para a faixa da direita da rotunda, saindo em seguida. Não estou a dizer nenhuma asneira, pois não?

O condutor-autor da buzinadela (sim, era um homem) lá achou que eu não estava a fazer bem. Não é que o senhor queria estar à vontade na rotunda e eu apareci-lhe à frente? Não se admite!

Enquanto eu estava da faixa da esqueda para entrar para a 2ª faixa de rodagem da rotunda, o senhor estava na faixa da direita. E lá vem o código da estrada, que diz que neste caso o senhor tem como objetivo sair na 1ª saída. Foi também o que eu pensei... e estava certa. O problema é que o senhor entende que para sair na 1ª saída deverá entrar pela direita, ir à 2ª faixa de rodagem da rotunda e depois atravessar-se para sair logo à direita.

Achou-se com razão, mas não a tem.

 

Caso esse senhor algum dia se cruze com este texto quero que fique a saber que o desculpo. Era segunda-feira de manhã e eu percebo que não é fácil.

Caso algum leitor se identifique com este senhor deixem-me sugerir que experimentem fazer a rotunda pela direita quando quiserem sair logo na 1ª saída. Vão ver que vão adorar a experência.

 

Ai de Mim se não escrevia com alguma ironia.

26
Fev18

Amor Próprio | Lá vai ela (#2)

AmorPorSi.png

Lá vai ela toda contente. Há já algum tempo que não se sentia assim, com um calorzinho no coração. Dizem que apenas de desilude quem a determinada altura se iludiu, mas ela não quer saber disso agora. Vai tudo correr bem e enquanto pensa no assunto sente-se viva, aquece-lhe a alma e fica de tal modo bem-disposta que quem é mais atento diz que está com um brilho diferente.

Sente-se tão motivada a encarar o novo dia que logo que o despertador toca dá um salto da cama e começa a tratar de ser feliz.

Perguntam-lhe se está apaixonada e por mais que tente explicar, não adianta. Parece que as pessoas estão formatadas para que atribuam a culpa ao amor quando alguém se sente feliz.

No caso dela não se trata de amor por alguém que tenha agora entrado na sua vida, mas amor por si mesma.

 

Decidiu abraçar um novo projeto, vai-se candidatar e está entusiasmada. Não sabe se vai correr bem ou não, se vai gostar ou não, mas vai tentar. Pelo menos não se arrependerá de ter tentado. Decidiu que não vai desistir à primeira dificuldade como, infelizmente, tantas vezes o fez. Decidiu que vai ser forte, ter espírito de sacrifício e que vai fazer isto por si e pelo seu futuro. Decidiu que vai começar e terminar, para não ter mais um projeto por finalizar na sua vida.

Os projetos por finalizar são difíceis de aceitar. É como se estivesse sempre a recordar as vezes em que desistiu e isso fá-la sentir fraca. Talvez ninguém repare nesta sua característica, mas quem mais lhe importa (ela mesma) sabe e por isso vai provar a si mesma que o rótulo de desistente não lhe assenta.

 

Quem a conhece desde pequena diz que parece outra pessoa e é verdade. Eu própria o posso confirmar. E sinto tanto orgulho dela que de cada vez que a vejo dou-lhe um abraço forte e cúmplice para que ela saiba que vou estar sempre disponível para a ouvir e para a incentivar a ser feliz. E ela já me disse que tenho lugar reservado na primeira fila para a ver triunfar, sabendo já que vou sorrir, aplaudir e chorar de alegria.

 

Ai de Mim se deixasse que as coisas fossem de outra forma.

 

O nome d'ela pode ser Aurora.

Pág. 1/7

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