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Ai de Mim

31
Jul18

Só Tranquilidade

Imagina que nos cruzávamos, que nos sorríamos, que nos cumprimentávamos, que trocávamos curtas palavras e seguíamos caminho.
A amizade que nos unia ficou no passado, cada qual seguiu a estrada que lhe pareceu melhor.
Já nada temos em comum, nada de novo vai surgir.
Restam as lembranças dos momentos que partilhámos, daquilo que fomos enquanto éramos inseparáveis.
Nada de tristezas, nada de alegrias. Só tranquilidade. O que é bom na vida, é bom enquanto dura. Quando deixa de durar, há que recordar com carinho.
 

Amizade

(imagem encontrada aqui)

30
Jul18

Qual a capacidade do coração?

Foram longas horas ali parada, à espera que tudo não passasse de um sonho, de uma partida que a vida lhe estava a querer pregar. Naquele dia quis deixar-se ali, enquanto via os ponteiros do relógio avançar, as pessoas a passar na rua sem se aperceberem da sua presença e os carros a circularem com a azáfama habitual.

Há anos que não vivia algo semelhante e agora, quase que sem se querer acreditar, deixava-se estar ali parada a saborear o momento, não fosse aparecer alguém que a fizesse acordar daquele sonho.

Não veio ninguém. Afinal, não é possível acordar quem está bem acordado.

Quando se ia deitar, via ao seu lado a sua realidade, a realidade que seria sua por muitos anos, após infinitas voltas dos ponteiros do relógio, até que a sua vida assim deixasse de o ser.

Sentimentos rodopiavam dentro de si e ria-se quando se apercebia que a capacidade do seu coração era infinita.

 

Amor

 

 

25
Jul18

Atendimento Prioritário

Pensei bastante antes de publicar este texto. O que aqui vou escrever não tem qualquer mal, mas há assuntos sensíveis e este é um deles.
Antes de continuar, quero deixar bem claro que nada tenho contra o "atendimento prioritário", nada tenho contra idosos, pessoas com deficiência, grávidas ou crianças de colo. Bem pelo contrário! Se há pessoas com uma limitação - seja ela qual for - e se nos é possível minimizar o desconforto que alguém está a sentir, então acho muito bem que o façamos.

O título já diz de forma bem explícita o assunto sobre o qual aqui vou dar opinião.
O atendimento prioritário é uma grande ajuda a quem tem algum tipo de limitação física, temporária ou permanente.
Lembro-me de ser miúda e de as pessoas a quem o atendimento prioritário era acedido perguntarem se não nos importavamos que passassem à nossa frente. Claro que não importamos! Faz parte do bom senso, do civismo e do ser um bom ser humano.
Agora raramente se faz isso.
Algumas das pessoas prioritárias, e geralmente vejo que são grávidas, chegam a uma caixa e em segredo informam o funcionário acerca do seu estado de alegria. E o que faz (e bem) o funcionário?
- Atendo-a já a seguir.

Pois claro. E todas as outras pessoas que estão na fila são o quê? Invisíveis? (Apetecia-me ser mais dramática, mas entretanto contei até 1000).
Dá vontade de perguntar à grávida recém-chegada se por acaso sabe se eu também estou grávida ou se há alguém na fila com algum problema sério de saúde e que precise de ser atendida com a mais brevidade possível.
Vá lá... nenhum ser humano saudável vai dizer "não" a uma grávida, não vai deixar de dar a sua vez. Mas é tão bonito o gesto de questionar se "ninguém se importa de dar a vez?". Não custa nada.
Não têm que andar com um letreiro a dizer que estão à espera de uma pestinha, geralmente é percetível.
É mesmo só uma questão de consideração.

 
Pensem... até as ambulâncias, que são veículos prioritários, ligam as sirenes para pedirem "licença" para passar.
 

AtendimentoPrioritário

 

(por favor não se aborreçam comigo)

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