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Ai de Mim

As pessoas estranham-me. Mas não há de ser nada. Ai de Mim se um dia deixo de ser quem sou.

Sab | 05.05.18

Dia Mundial da Higiene das Mãos

Talvez seja uma publicação um tanto ou quanto nojenta, mas as coisas têm que ser ditas.

 

Além de hoje ser Dia Mundial do Trânsito e da Cortesia ao Volante, é também o Dia Mundial da Higiene das Mãos.

Este dia foi criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e foi uma grande ideia.

Estamos em pleno ano de 2018 e acreditem que todos os dias, se estivermos com atenção, vemos verdadeiros atentados à saúde pública e muitos deles são relacionados com a (falta de) higienização das mãos.

Quem me conhece pessoalmente dirá que sou uma nojentinha e que desde que me licenciei em Saúde Ambiental pior fiquei. Provavelmente é verdade ou talvez não. Será que sou eu que sou nojentinha ou será que há um desconhecimento profundo acerca da saúde pública?

Vou então dar alguns exemplos:

- Casas de banho (públicas ou privadas): eu lavo as mãos após fazer o que ninguém pode fazer por mim; tu também; mas aquela senhora que acabou de sair não o fez. Eu e tu vamos ter que abrir a porta para sair e adivinha lá onde é que temos que colocar as mãos para que o consigamos fazer? Por isso, minha gente, TODA a gente deveria lavar as mãos antes de sair da casa de banho. As criancinhas também, os avózinhos e os pais e as mães e os tios e os primos e os amigos e as amigas. Não custa nada. E convém que utilizem o sabonete líquido. É que a água sozinha é só para fazer de conta.

- Charcutaria do supermercado ou de outro espaço comercial qualquer: senhoras e senhores trabalhadores destes espaços, se estão constipados não deveriam estar no atendimento ao público. Deveriam comunicar ao vosso superior e ele atribuiria outra função em que não estivessem em contacto com os alimentos. É que depois o que acontece é que nós, clientes, temos que assistir a situações embaraçosas como, por exemplo, estar sempre a "fungar para dentro" e, quando já não dá para aguentar mais a pinga de ranho, limpá-la ao pulso ou ao braço. A ASAE iria adorar ver isso.

- Padaria: ora bem, há que tomar uma decisão muito séria: ou ficam responsáveis pela caixa registadora ou então por preparar os pães e as torradas e os croissants. As duas coisas é que não, por favor. Já pensaram em quantas mãos andaram aquelas moedas? E será que nós, clientes, precisamos daquela bicharada toda na nossa torrada e no nosso organismo? Eu cá prefiro que apenas me sirvam o pão com o recheio que eu pedi, não preciso de mais nenhum mesmo que seja oferecido gratuitamente.

 

Isto é complicado. Mas quer-me parecer que mais complicado ainda é fazer com que as pessoas percebam que se trata de coisas muito sérias. São pequenos gestos que fazem toda a diferença. E é tão bom termos as mãos limpinhas.

 

Mãos