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Ai de Mim

29
Set18

Dura Praxis Sed Praxis

A praxe é um assunto sem fim: há quem goste, há quem deteste e há aqueles para quem é indiferente. Há quem diga que faz parte da inclusão e há quem discorde

A minha opinião é que a praxe é algo positivo quando se está numa faculdade cujos estudantes têm consciência do que é aceitável ou não, quando os que se vestem de preto não esquecem o que foi ser caloiro.

Há que reconhecer que a praxe temo seu nível de parvoíce bastante elevado, caso contrário não se andava aos berros pela rua, a cantar músicas a defender uma cores e a "atacar outras", não havia pessoas com latas penduradas no corpo a tentar fazer mais barulho que o grupo que vai à frente.

Fui uma sortuda por ter feito a praxe e por poder dizer que a faculdade onde andei e os "Doutores" que praxavam eram conscientes. Das primeiras coisas que nos disseram foi que não somos obrigados a nada. Como referi antes, a praxe é parva e há parvoíces que eu posso aceitar e há outras com as quais eu posso não me sentir confortável. Nunca fui obrigada a nada: chegaram a perguntar-me se eu queria beber um líquido qualquer qualquer que estava numa garrafa por onde já tinham passado sei lá quantas bocas de pessoas desconhecidas e o meu "Não, obrigada" foi desde logo respeitado.

Quando passei a vestir o preto no branco, toda a alegria que senti enquanto caloira desapareceu. Não achei piada. Ainda assim, das (poucas) vezes em que trajei segui as regras, segui aquilo que tanto gostei de aprender.

 

E já estou a "falar" demais sobre o que não é o foco principal. Bem, mas deu para contextualizar.

 

Noutro dia vi 2 rapazes trajados e ficaram parados relativamente perto de mim. Conseguia ouvir as conversa e vi-os a ir embora uns minutos mais tarde. Nem sei se hei-de "resmungar" ou agradecer porque a verdade é que graças às parvoíces que vi e ouvi acabei por ter assunto para mais um texto.

 

Pois bem Senhores Doutores (que eu desconheço mas que não apreciei), a praxe é uma coisa bonita de se viver, mas há que ter juízo.

Ponto 1: Não andem por aí a falar em "comer a caloira". Provavelmente sentem-se muito machos e os mais bonitos da espécie mas quando se gabam ou falam dessa forma tornam-se pessoas feias. Isto parece discurso de velha, bem sei, mas são coisas que "caem" mal. Falam sempre assim ou é o traje que vos faz sentir poderosos?

Ponto 2: Dizem as regras que nenhum caloiro pode ser praxado sozinho. Por isso, se um só caloiro for ter convosco, parem lá de se gabar da "relação" com a caloira e levem o caloiro solitário para junto de um grupo. Não o mandem fazer coisas, juntem-no a uma "manada" qualquer ("manada" é mesmo um termo praxístico para um conjunto de caloiros, não estou a ser parva).

Ponto 3: Ao amanhecer - antes das luzes das ruas se apagarem - e ao anoitecer - após as primeiras luzes se acenderem - a capa tem que estar traçada. São regras. E eu bem sei que as regras também devem ser quebradas, mas em poucos minutos vejam lá o que fizeram.

 

Lá se foram 2 regras de praxe e uma de respeito humano.

Domingo deverão ir à missa.

 

Praxe

(imagem encontrada aqui

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