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Ai de Mim

21
Abr18

ERASMUS... de verão

Poucas pessoas têm conhecimento que existe também um programa de ERASMUS durante o verão.

Geralmente associamos o ERASMUS a um período letivo, ir estudar para um país europeu durante uns meses. No entanto também é possível fazer ERASMUS no verão e em vez de se ir assistir a aulas, vai-se fazer um estágio. É por isso chamado ERASMUS Summer Replacement.

 

Tenho a Licenciatura em Saúde Ambiental e, durante o meu percurso académico, desenvolvi um carinho especial pelas áreas laboratoriais e pela microbiologia (mas atualmente não estou a trabalhar nisso).

No 4.º e último ano do curso todos temos uma disciplina de projeto e eu lá consegui ficar com um projeto de investigação (desde já agradeço à minha colega que não se importou de mudar o projeto dela para me dar a vez).

O meu projeto tinha como objetivo verificar se as plantas aromáticas em estudo (salsa, cebolinho, tomilho, coentros, oregãos e manjericão) tinham maior valor nutricional quando associávamos um determinado fungo (não prejudicial à saúde humana) à terra - por favor não perguntem se cheguei a alguma conclusão.

 

Acontece que o meu professor, também investigador de profissão, tinha contactos na República Checa e foram eles quem nos cederam o solo com os fungos que necessitávamos para o estudo.

A determinada altura questionei o prof.:

Acha que os Checos me iriam aceitar lá no Instituto durante o verão?

Contactos para aqui, telefonemas para ali. Sim. Aceitaram.

Inscrevi-me. Lá fui eu comprar os bilhetes. Tive que comprar uma mala de mão. Atualizei o meu Cartão Europeu de Saúde. Informei-me sobre a possibilidade de levantar dinheiro com o meu Cartão Multibanco português. Fiz todas as santas perguntas e pesquisas possíveis, ou talvez não.

O prof. disse-me que eu ia ter uma pessoa à minha espera no aeroporto e ainda bem que a pessoa lá estava, porque uma das coisas que me esqueci de perguntar foi o local da residência. Mas correu bem.

 

Local de estágio:

Instituto de Botânica da Academia de Ciência da República Checa

Localizado no Parque Průhonice

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Como já é do conhecimento de (praticamente) toda a gente, ir para um país estrangeiro dá ao viajante uma bagagem pessoal com um valor incalculável. Dependendo dos gostos e das personalidades, cada um aproveita o tempo de viagem conforme lhe interessa.

Eu fui para lá sozinha. Sabia que se estivesse à espera que alguém fosse comigo não iria a lado nenhum. Sabia também que no instituto estava a trabalhar um português, o que me deu uma certa segurança mesmo sem o conhecer. Tem piada não tem? Não conhecia a pessoa mas por ter a mesma nacionalidade fiquei mais descansada (como se não existissem más pessoas portuguesas). Aprende-se a dar valor a cada pequena coisa que nos faz pensar no nosso país, sente-se um orgulho ainda maior em responder "Portugal" quando alguém pergunta: "Where are you from?"

 

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Descobre-se um gosto estranho em caminhar, fazer longos km para descobrir os recantos da cidade visitada. Há quem goste de aproveitar mais a noite, ir "beber uns copos" (auch!) e chegar à residência a altas horas. Eu não sou tanto assim, prefiro aproveitar a luz do dia, caminhar e descobrir lugares enquanto o sol me faz companhia.

 

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E uma vantagem de ir para a Europa Central é que se tem uma série de países ali ao lado e as viagens não ficam nada caras. Infelizmente só pude visitar 2 cidades: Český Krumlov (no sul da República Checa) e Dresden e Berlin (na Alemanha).

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Tudo isto nos enriquece.

Mas é certo que o que mais me trás saudade, aquilo de que eu mais sinto falta, aquilo que mais me faz rir apenas se tratando de recordações são as pessoas. Portugal, Espanha, Suíça, Inglaterra, Brasil, República Checa, Polónia, Turquia, Coreia do Sul, Taiwan e Austrália... são estes os países de origem das pessoas que conheci nesta aventura em 2013.

Estas linhas e estas imagens são apenas reflexo da minha opinião, da forma como senti este teste à minha capacidade de me desenrascar.

Não sou mais corajosa por ter arriscado a ir sozinha, mas acredito mesmo que se tivesse ido com alguém conhecido não teria aproveitado tanto quanto aproveitei.

 

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