Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Ai de Mim

07
Jun18

Eu e o Waze

Desde que surgiu o GPS criei com ele uma relação pouco saudável. Tão pouco saudável que grande parte das minhas deslocações a lugares por mim desconhecidos eram feitas com um GPS em papel. 

Sabendo que teria que ir a lugar A, ou dirigir-me de lugar X para Y ia ao computador, colocava as moradas de partida e chegada, colocava em modo Street View e passava para um papel.

Agora é a parte em que vocês dizem: mas o que tu vês no telemóvel é exatamente igual ao que vês no computador. Ao que eu respondo que Sim, é verdade; mas quando vou a conduzir em determinadas zonas o sinal de GPS é perdido. Já me perdi imensas vezes utilizando o Google Maps (desculpem-me os senhores da Google, pode ser só falta de jeito).

Numa viagem de trabalho até Macedo de Cavaleiros deram-me a conhecer a aplicação Waze.
Parece que esta aplicação é muito utilizada em França sobretudo nas principais cidades, onde o trânsito é caótico. Esta aplicação tem várias funcionalidades (algumas ainda estão a ser por mim descobertas):

  • Cada Wazer dá o seu contributo, podendo identificar estradas onde há trânsito, quando detetam a presença de polícia, radares, obras... Esta informação é atualizada em tempo real nos mapas de todos os utilizadores da aplicação.
  • Com esta interação, os condutores são alertados para perigos que vão surgir ou vão ser sugeridos caminhos alternativos para o local de chegada definido.
  • Pode ser selecionada a opção que permite evitar autoestradas ou portagens.
  • Cada Wazer pode definir o seu posto de abastecimento favorito, o combustível ou até organizar por preço, distância ou preferência.
  • Funciona também como uma rede social (ainda não percebi muito bem, mas irei perceber). Sei apenas que já estou ligada aos meus contactos do FB que também utilizam a aplicação.
  • Enquanto não são feitos cerca de 200km, o utilizador é considerado pela aplicação um "Wazer bebé". Quando atinge essa distância, passa a poder escolher o seu Avatar e a voz que orienta o caminho.

Além de tudo isto, e a principal razão que me leva a escrever um texto sobre uma aplicação, é que ontem fiz uma viagem para Lisboa e decidi fazer o teste ao Waze.

De forma muito prática: se eu me perdesse mesmo com a utilização da aplicação desistia de todo e qualquer tipo de GPS, se corresse bem iria ficar eternamente grata.
Não correu bem. Correu maravilhosamente bem. Foi um espanto. Só me enganei uma vez - mas a zona é realmente confusa - e para mim isto é uma grande vitória. Sou alérgica à condução na capital porque não estou habituada a tantos entrelaçamentos de estradas mas confesso que ontem não senti qualquer dificuldade em compreender a aplicação.
Escusado será dizer que já não sou um Wazer bebé. Em Lisboa fazer-se imensos Km sem se dar conta e parte do caminho para o Porto foi também feito com a ajuda da aplicação.

As minhas viagens vão mudar de forma drástica. Vou sentir-me uma condutora fenomenal e o meu fraquíssimo sentido de orientação não me vai voltar a atormentar.
Preciso apenas de me lembrar de carregar o telemóvel, senão, sem Waze e sem GPS em papel, resta-me o (des)conhecimento de quem passa na rua.

Quem é esta?

foto do autor

acompanhem também aqui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivo vivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D