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Ai de Mim

17
Mar18

Subjetivo, mas com respeito

Se há temas que dividem opiniões e que por muito discutidos que sejam não se chega a conclusão alguma, então penso que quase toda a gente colocaria a religião no TOP 3.

A religião é um tema muito subjetivo porque cada um interpreta as coisas à sua maneira (e de uma maneira muito própria). Podemos estar a ler a mesma coisa, o mesmo texto bíblico, e eu vou interpretar uma coisa e tu outra.

E agora perguntas: mas não é assim em tantas outras áreas?

A minha resposta será um nim.

Quando se trata de um assunto objetivo, geralmente uma das partes acaba por ceder porque se consegue explicar o ponto de vista de forma clara. Mas quando são assuntos subjetivos, como a religião, então a conversa já é outra. São temas que estão ligados às crenças e motivações de cada um e como se torna difícil explicar o que não é físico e porque cada um puxa a corda para o seu lado, acaba por haver discordância.

 

Uma das coisas que a determinada altura me apercebi é que uma simples ida à igreja dá para nos apercebermos de muita coisa, da ironia por detrás disto tudo. E não me refiro à igreja em si, mas a quem a frequenta. 

As pessoas vão à igreja para se sentirem mais próximas do Senhor, para falarem com Ele na Sua casa, vão lá semanalmente pedir perdão pelos seus pecados e enquanto o fazem já estão a pensar na reprimenda que vão dar à vizinha do 3º esq. por ter estacionado o carro a ocupar 2 lugares, nem sequer estando interessadas em perceber os seus motivos.

Já para não falar nas pessoas que saem da missa e se irritam com o condutor da frente porque estão cheias de pressa para chegar a lado nenhum.

Parece-me que, inconscientemente, se vai à missa na esperança de se adormecer com a consciência tranquila, mas não nos apercebemos que o Deus em que cada um de nós, à sua própria maneira, acredita apenas ajuda quem quer ser ajudado.

 

Hoje não vos vou falar das minhas opiniões sobre a religião. É um tema tão delicado que ainda preciso de pensar bem na forma como o vou retratar para que a minha opinião não crie conflitos desnecessários.

Por agora, gostava apenas de dizer que não é aquela hora de sábado ou de domingo que nos torna boas pessoas, mas sim o que fazemos todos os dias e a forma como interagimos com os outros. Sejam eles quem forem.

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