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Ai de Mim

28
Ago18

Livro: Uma Mulher de Cinquenta Anos

Terminei este livro durante a semana passada. Li-o relativamente rápido: foi emprestado e não gosto de ter durante muito tempo coisas que não me pertencem.
Torna-se interessante a forma como uma mulher, educada nos tempos do Salazar, aborda a sexualidade de forma tão crua. Exprime os seus sentimentos e pensamentos de uma forma a que não estamos habituados em alguém que cresceu num ambiente de ditadura.
 
Fala sobre o casamento, sobre o amor que se sente por alguém e aquele "amor" que muitos se convencem existir.
Fala sobre relações heterossexuais e se relações que envolvem uma terceira pessoa.
Fala das amizades e das personalidades distintas: casais que decidem deixar de dormir na mesma cama porque já não querem ter mais filhos em constraste com casais que procuram algo diferente todos os dias.
 
Não é um livro erótico, apesar de ter alguns parágrafos que descrevem o momento da atividade sexual.
Acaba por ser, tal como a capa do livro indica, um diário. É um relato "preto no branco" de alguém que quis partilhar a fase da sua vida em que se tornou uma pessoa diferente: por um lado mais submissa, por outro mais liberta.
 

MariaMonforte

Título: Uma Mulher de Cinquenta Anos - Diário Íntimo

Autor: Maria Monforte (pseudónimo inspirado numa personagem d'Os Maias de Eça de Queirós)

Editora: Gradiva

Edição: 1.ª (abril-2018)

25
Jun18

Livro: Viciadas em Sapatos

Ando em falta com este meu compromisso. Desde janeiro até início de maio foram 17 os livros que terminei e desde então que me tenho desleixado um pouco.

Hoje terminei mais um, finalmente. 

 

Viciadas em Sapatos

 

Apesar de não ter sido um livro que prendesse a minha atenção acaba por ter uma mensagem bem interessante. São 4 mulheres, 3 delas viciadas em sapatos e uma que posteriormente acaba por o ser.

As viciadas:

Uma com dívidas até à ponta dos cabelos não consegue deixar de comprar sapatos, outra com agorafobia apenas encomenda sapatos pela Internet, uma casada com um político que lhe cancela os cartões até que ela aceite engravidar.

A futura viciada:

A ama de crianças que apenas se junta ao grupo para ter uma desculpa para sair do trabalho a horas.

 

Por vezes, a chave para o sucesso está mesmo à nossa frente, naquilo que mais gostamos de fazer.

Falta "apenas" ter uma ideia um pouco diferente do que já existe, conhecer as pessoas certas e arriscar.

25
Mar18

Livro: A Casa dos Primatas

Confesso que sou daquelas pessoas que escolhem os livros pelas capas. Muitos dos livros que leio foram comprados porque na livraria a capa me chamou a atenção. Leio um parágrafo ou dois do prefácio e tomo a decisão. É claro que o valor (monetário) do livro também conta. Já deixei na livraria alguns livros que me cativavam em tudo menos no preço.

 

"A Casa dos Primatas" foi um achado. Foi daquelas compras em que até ficamos orgulhosos de nós próprios por termos encontrado o que se pretendia. Capa chamativa (pelo menos para os meus gostos, em que tudo o que faça alusão à natureza me prende a atenção), um título pouco comum e o valor era baixo. Apenas dei uma nota de 5 e em troca deixaram-me trazer o livro (estava em promoção).

Não o li mal comprei. Tenho o hábito de deixar os livros a marinar na estante, como se o pó os tornasse mais valiosos.

 

Uma vez que o livro foi escrito por uma mulher, e estando eu ainda a bordo do projeto Março Feminino, do blog Say Hello To My Books, decidi que este livro ia ser um dos selecionados.

Gostei do livro (dei-lhe 5 estrelinhas do GoodReads). Não é aquele tipo de leitura/escrita que me torne viciada na história, mas o facto de abordar a relação que temos com os animais cativou-me. É que há pessoas que, por algum motivo desconhecido, teimam em que os animais são "coisas", um "objeto" e isso é uma das coisas que mais me inquietam.

São vidas, acima de tudo. E se há quem não goste de animais (respeito, não temos que ser todos iguais) e não têm nada de bom para oferecer, podem pelo menos não fazer nada de mau - digo eu.

 

As frases que quero partilhar são: 

Não sei se consigo dizer o que é. É, apenas. Senti muito intensamente que era onde devia estar.

O objetivo de um jornal é dar conforto aos aflitos e afligir os que estão confortáveis.

 

Recomendo o livro e se alguém já o leu, convido a que deixe aqui a sua opinião.

 

Bom domingo :)

 

DSC_9877.JPG

 

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